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O dia a dia de uma mamã e das suas Borboletas...
...porque são minhas. Porque as adoro. Porque me fazem mais feliz. No primeiro encontro não se estranharam. Reencontraram-se. Sempre se conheceram, vendo bem... Uns braçinhos abertos, umas mãos nervosas -rechonchudas -um corpo pequenino no meio, um sorriso disfarçado -tímido -e um à vontade, seguro, como se tivesse conhecido aquele colo desde sempre. Como um amor à primeira vista, desde logo. Daqueles para toda a vida, acredito. Um crescendo que há de ligá-las sempre, mesmo quando a vida lhes interpuser distâncias pelo meio. E existirão sempre distâncias, inevitavelmente. São minhas... Estremeço, agora que penso nisso. [Nossas, se faz favor]. Dão-me alento, paz, serenidade, esbanjam-me felicidade a cada olhar. Distríbuem-me sonhos, a cada instante, como botões de rosa acabados de germinar. E eu derreto-me a cada sorriso, comovo-me a cada pequeno gesto que testemunho, atenta. Não gosto de perder pitada. Enchem-me o coração, como um todo. Não podia ter "exigido" mais da vida. Nunca recebi algo melhor até hoje, nada. E até sou bem modesta, modéstias à parte. São a razão pela qual a vida me move e desperta a cada manhã, agora mais. Com mais vontade, fulgor, preserverança. Estou apaixonada, para sempre. Nunca tive dúvidas de que existiria tamanha felicidade.